Dentes inclusos: saiba o que são e quais as suas consequências!

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Chegamos na fase adulta com 32 dentes, sendo que os últimos a nascer são os do siso, que aparecem entre os 17 e 20 anos ou até mais tarde. No entanto, isso não acontece com todas as pessoas, como é o caso daquelas que apresentam os dentes inclusos.

Alguns dentes, principalmente os do siso, não erupcionam devido a uma série de fatores. O fato é que muitos pacientes não dão importância para isso, mas é fundamental realizar o tratamento para evitar outras complicações bucais.

Quer entender melhor quais são as causas e consequências dos dentes inclusos e as formas de tratamento? Acompanhe nosso post!

Por que alguns dentes não nascem?

Alguns dentes que não conseguem nascer — ou seja, ficam abaixo da gengiva — são chamados de dentes inclusos ou impactados. Mas por que isso ocorre?

Existem alguns fatores que são responsáveis por esse quadro, como:

  • causas genéticas/hereditárias;
  • falta de espaço na arcada;
  • resistência do tecido ósseo;
  • dentes muito grandes;
  • perda prematura dos dentes de leite, que têm a função de deixar o espaço para o nascimento dos permanentes;
  • permanência muito grande dos dentes de leite na arcada;
  • barreiras mecânicas — como cistos ou tumores;
  • arcadas com dentes extras chamados de supranuméricos.

Quais dentes são mais afetados?

O problema acomete principalmente os terceiros molares (dentes do siso). No entanto, outros dentes também podem ser afetados, como caninos (superiores e inferiores) e incisivos laterais superiores. Há ainda casos de dentes semi-inclusos, que erupcionam apenas parcialmente.

Como identificar os dentes inclusos?

Muitas pessoas não chegam a notar o problema, pois trata-se de uma condição assintomática. Assim, elas percebem apenas que os dentes do siso não nasceram, mas acabam não procurando o dentista.

Em outros casos, os dentes inclusos podem causar dor, inflamação e inchaços, o que leva o paciente a procurar ajuda. Há ainda situações em que a descoberta acontece acidentalmente por conta de uma radiografia nos maxilares.

De qualquer modo, o diagnóstico para os dentes inclusos deve ser feito sempre por radiografia. Dessa forma, o dentista saberá o posicionamento exato do elemento que não nasceu e poderá indicar o melhor tratamento para cada caso.

Por que é preciso tratar esse problema?

Os dentes que não conseguem irromper podem gerar sérias consequências para a saúde bucal, como:

  • infecções severas, que quando não tratadas podem se disseminar pela corrente sanguínea, atingindo outras partes do organismo;
  • cáries;
  • doenças periodontais;
  • formação de cistos ou tumores na gengiva ou nos ossos próximos ao dente incluso;
  • apinhamento de outros dentes (dentes encavalados);
  • destruição das raízes dos dentes adjacentes.

O tratamento dos dentes inclusos é específico para cada caso. Quando os dentes retidos são os do siso, a recomendação geralmente é sua extração, feita no consultório do dentista com anestesia local.

Quando ocorre a detecção precoce de um dente canino incluso, é indicado o tratamento ortodôntico. Nesse caso, o dentista realiza a técnica de tracionamento para mover o dente para a posição correta com o auxílio do aparelho ortodôntico.

Para evitar problemas com os dentes inclusos, é importante realizar o check-up odontológico e manter a saúde bucal em dia. Outra medida importante na infância para prevenir os dentes retidos é cuidar dos dentes de leite, evitando doenças ou que caiam antes do tempo.

Fique sempre atento a qualquer anormalidade em relação ao nascimento dos dentes. Algumas pessoas apresentam dentes inclusos e devem procurar tratamento o quanto antes para evitar complicações bucais mais severas e, assim, manter o sorriso saudável.

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