Será que pode haver rejeição do implante dentário? Saiba o que fazer!

Tempo de leitura: 4 minutos

Uma das maiores preocupações de quem precisa fazer um implante dentário é sobre a possibilidade de rejeição dele. Afinal, nesse caso, todo o tratamento seria perdido e a pessoa teria que refazer a cirurgia.

Para esclarecer esse ponto que gera tanta insegurança, preparamos este artigo explicando se o organismo realmente pode rejeitar o implante. Continue a leitura e aprenda um pouco mais sobre esse procedimento que ajuda a fazer a reabilitação oral, contribuindo de maneira funcional e esteticamente.

O implante dentário pode ser rejeitado?

A rejeição de um implante dentário poderia acontecer se o organismo não aceitasse o material de fabricação do pino, então, ele expulsaria a peça como se fosse um corpo estranho. No entanto, isso não acontece porque o implante é confeccionado com um material biocompatível.

Atualmente, a preferência é pelo titânio, um metal que o organismo agrega à sua estrutura óssea como se fosse parte dele. Sendo assim, a rejeição do implante não acontece, mas existe a possibilidade da sua perda. Isso se dá quando não ocorre a osseointegração.

Nessa etapa do tratamento, o tecido ósseo precisa envolver o implante para que ele fique fixo como uma raiz natural. Alguns fatores podem impedir que isso aconteça, então, o implante não se prende e acaba soltando.

A seguir, listamos alguns motivos pelos quais pode acontecer essa perda do implante dentário pela falta de osseointegração.

Bruxismo

O bruxismo é um distúrbio caracterizado pelo ato involuntário de ranger ou apertar os dentes, principalmente durante a noite. Uma sobrecarga é exercida sobre eles em função da força empregada e, quando atinge o implante, impede a osseointegração.

Higiene bucal inadequada

A má higienização bucal durante o pós-operatório desencadeia a proliferação de bactérias, que afetam a área operada e dificulta a cicatrização dos tecidos. Sendo assim, a osseointegração é dificultada e o implante pode se soltar.

Tabaco

As toxinas presentes no tabaco afetam a circulação sanguínea e dificultam a cicatrização dos tecidos operados. Nesse caso, há dificuldade para o osso se regenerar e envolver o implante, ficando mais difícil para ele fixar.

Baixa qualidade óssea

Quando não existe uma boa qualidade do tecido ósseo, a sua regeneração é dificultada e o implante pode não ser envolvido da forma adequada. Essa condição pode decorrer de uma característica natural do indivíduo ou de problemas como a osteoporose e a carência de nutrientes.

Sobrecarga no implante

Além do bruxismo, outras sobrecargas sobre o implante também desencadeiam a sua perda.  Adotar uma alimentação inadequada, por exemplo, higienizar o local impondo muita força ou ficar mexendo no implante são algumas ações que levam a esse problema.

Inflamações ou infecções

Quando se manifestam complicações, como inflamações ou infecções, no local operado, os tecidos também não cicatrizam da forma correta. O osso não se regenera e o implante se solta porque não tem base suficiente para permanecer fixo na boca.

Como saber se o implante está com problema?

Quem faz um implante dentário precisa seguir à risca as recomendações do especialista para evitar complicações no pós-operatório. Também é importante observar o local e identificar sinais que indiquem problemas, para informar o dentista o quanto antes.

Algumas condições anormais no pós-operatório de implante dentário são:

  • dor intensa: o implante não causa dor, então, a presença dela exige atenção;
  • formigamento ou dormência: sintoma que se manifesta nos lábios, gengiva, língua, bochecha e queixo, indicando que o implante pode estar muito perto do nervo;
  • mobilidade: o implante não deve se mexer, e se isso ocorrer pode estar acontecendo algum problema na osseointegração;
  • secreções ou pus: a presença deles no local operado é indício de que uma inflamação ou infecção está se instalando.

Ao perceber sinais de que há problemas é fundamental consultar o especialista. Assim, será possível intervir para evitar a perda do tratamento. Por isso, é importante optar por profissionais experientes para receber suporte também após a cirurgia.

Se o implante dentário for realizado sob boas condições orgânicas do paciente, se ele proceder corretamente no pós-operatório  e seguir as recomendações do especialista, a possibilidade de perder o implante é pequena. Por isso, ao realizá-los é essencial estar ciente de que o sucesso do tratamento depende também de fatores orgânicos e da colaboração do paciente.

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